Na Construção e na Incorporação, a diferença entre um empreendimento lucrativo e um projeto deficitário muitas vezes reside em uma única linha do DRE: a tributação.
Em Janeiro, o foco está na execução, mas a primeira e mais crucial decisão estratégica é a revisão do planejamento tributário. Ignorar este passo é permitir que a margem de lucro seja consumida silenciosamente, especialmente em um setor com regimes complexos como o RET (Regime Especial de Tributação) e o impacto iminente da Reforma Tributária.
A margem do seu empreendimento é fixada no landbank (reserva de terrenos) e selada na decisão tributária.
O Risco de Usar a “Fórmula Antiga” em um Novo Ciclo
Muitas empresas seguem o planejamento tributário do ano anterior por inércia. Contudo, em ciclos de crescimento ou mudança regulatória, essa rigidez é um erro fatal:
Mudança de Fatores: O mix de projetos (Residencial Minha Casa Minha Vida, Comercial, Alto Padrão) muda. Se o seu planejamento de 2025 foi focado em um tipo de projeto e em 2026 o foco é outro, o regime tributário mais vantajoso também pode mudar.
Novas Regulamentações: Com o início da transição da Reforma Tributária em 2026, é imperativo que o financeiro esteja apto a simular o cenário de Crédito Pleno dos novos impostos (IBS/CBS) versus a manutenção do regime atual. Adiar essa simulação é perder a vantagem competitiva.
Ameaça à Margem de Contribuição: A tributação é o maior leakage (vazamento) de margem. Um erro de enquadramento pode significar uma diferença de 3% a 5% na rentabilidade final de um projeto, um valor que define se o ROI será alcançado ou não.
O planejamento tributário para a Construção e a Incorporação não é um evento anual, mas uma gestão ativa que deve ocorrer no início de cada ciclo fiscal.
1. Revisão do RET (Regime Especial de Tributação):
O RET (patrimônio de afetação) é um diferencial de segurança e previsibilidade para o investidor e para a incorporadora. No entanto, é preciso avaliar ativamente a adesão por empreendimento. Se a empresa tiver projetos fora do RET, o regime de Lucro Real ou Presumido deve ser reavaliado, comparando a alíquota efetiva.
2. Análise da Cadeia de Valor:
O planejamento tributário no setor se inicia na compra do insumo. Uma gestão tributária eficiente analisa a cadeia de suprimentos para garantir o crédito fiscal máximo permitido. Com a complexidade dos novos impostos (IBS/CBS), a validação rigorosa dos fornecedores se torna uma etapa de due diligence fundamental em Q1.
3. Simulação de Cenários (Lucro Real vs. Presumido):
Com as metas de faturamento e custos para 2026 estabelecidas, é hora de simular os dois regimes. A escolha correta pode gerar uma economia substancial que vai direto para a Margem Bruta do empreendimento, garantindo a lucratividade mesmo em mercados apertados.
Na Capital Finance, entendemos que o planejamento tributário é a primeira linha de defesa da rentabilidade do seu empreendimento.
Não apenas revisamos a documentação, mas implementamos o processo de Inteligência Fiscal que permite simular cenários e tomar a decisão mais vantajosa antes que o ciclo fiscal se inicie.
Proteja a margem do seu projeto: Comece Janeiro com a gestão tributária de quem entende de Incorporação.
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