O início de um novo ano é marcado pela adrenalina dos novos projetos e das metas ambiciosas. Contudo, para Construtoras e Incorporadoras, o sucesso em 2026 não será medido apenas pelo Faturamento Bruto. Ele será medido pela eficiência e precisão na execução do planejamento feito no ano anterior.

O primeiro trimestre (Q1) é o momento de testar se a estratégia financeira está realmente funcionando na prática. Para isso, é fundamental ir além do Fluxo de Caixa e focar nos Key Performance Indicators (KPIs) que medem a saúde do projeto.

1. Custo Real da Obra vs. Custo Orçado (Desvio de Custo)

Este é o KPI mais direto para medir a eficiência da execução. Um orçamento bem feito é inútil se o custo real de cada etapa (fundação, estrutura, acabamento) não for rigorosamente monitorado e comparado ao que foi orçado.

Se o desvio for positivo (custo real menor), a equipe pode replicar a economia. Se o desvio for negativo (custo real maior), a correção deve ser imediata, ajustando compras futuras e renegociando.

2. Índice de Liquidez Imediata (ILI)

O ILI é a prova de fogo do seu caixa. Ele mostra a capacidade de a empresa pagar suas dívidas de curtíssimo prazo sem depender de receber de clientes ou vender estoques (unidades prontas).

O que ele revela: A solidez do seu Working Capital. Em Janeiro e Fevereiro, meses de alta pressão tributária, um ILI saudável (idealmente acima de 1) garante que a operação não pare por falta de liquidez.

Ação Estratégica: Monitorar este índice semanalmente é vital para programar captações de curto prazo de forma preventiva, e não reativa.

3. Retorno sobre o Investimento por Projeto (ROI)

Em vez de olhar o ROI consolidado da empresa, o gestor de alta performance foca no ROI individual de cada empreendimento lançado.

O que ele revela: A rentabilidade real gerada pelo capital investido naquele específico empreendimento (terreno, custos de obra, marketing). Ele permite alocar mais recursos nos projetos que trazem maior retorno e frear aqueles que estão performando abaixo da expectativa.

Ação Estratégica: Usar este KPI para justificar o investimento em BIM ou industrialização: se a inovação aumentar o ROI projetado em 2%, a decisão é validada financeiramente.

4. Prazos Médios (PMP e PMR)

Estes indicadores medem a eficiência do ciclo financeiro da empresa:

A sua capacidade de gerar Capital de Giro internamente. O ideal é que o PMR seja significativamente maior que o PMP. Um PMR alto demais ou um PMP muito curto estrangula o caixa.

Q1 é a época de renegociar contratos-chave. Use o PMR e o PMP como base para buscar alongamento dos prazos de pagamento com fornecedores e otimizar os prazos de recebimento de clientes.

Medir estes KPIs não é apenas preencher planilhas; é obter a inteligência necessária para a tomada de decisão.

A Capital Finance atua como o parceiro estratégico que implementa o controle rigoroso desses 4 KPIs e transforma dados em ações que garantem a execução do seu plano de 2026.

Se o seu financeiro não está gerando estes relatórios em tempo real, você está operando no escuro.

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